A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Colheita, uma ação de grande porte voltada ao combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, com foco especial na movimentação financeira do grupo investigado. A ofensiva é resultado de um trabalho integrado entre a DRACO, a UNINTELPOL e o Ministério Público da Paraíba, por meio do GAECO.

Ao todo, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão em João Pessoa e Campina Grande, além de alvos em outros estados do país. As diligências também alcançam Salvador e Camaçari (BA), Campo Grande (MS), Criciúma (SC) e municípios de São Paulo, incluindo a capital, Guarulhos, Santo André, Araçatuba e Monções, evidenciando a ramificação interestadual da organização criminosa.

As investigações tiveram início em meados de 2024 e avançaram após a prisão, em dezembro do mesmo ano, de J.B.S., conhecido como “Júnior Pitoco”, capturado em São Paulo, onde estava foragido. A partir desse marco, os investigadores aprofundaram a análise financeira do grupo, identificando uma movimentação estimada em cerca de R$ 65 milhões ao longo de pouco mais de um ano.

De acordo com a Polícia Civil, os valores circulavam por meio de contas em nome de “laranjas”, além de transferências para empresas localizadas em regiões de fronteira e outras ligadas a pessoas já condenadas por tráfico de drogas. Diante das provas reunidas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores pertencentes a 20 investigados, como forma de asfixiar financeiramente a organização.

Balanço parcial

Até o momento, a Operação Colheita resultou na prisão de 12 investigados, além da apreensão de três armas de fogo, dinheiro em espécie e veículos. As ações seguem em andamento, e o número de presos e apreensões pode aumentar nas próximas horas.

Segundo as forças de segurança, a operação representa mais um passo no enfrentamento qualificado ao crime organizado, atacando não apenas a estrutura operacional, mas principalmente o patrimônio e o fluxo financeiro, considerados pilares para a manutenção das atividades criminosas.

Com informações de Clilson Júnior