A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, foi eliminada no Brasil e mais nenhum caso foi registrado a partir de 1989. No entanto, a queda na cobertura das vacinas, especialmente em crianças, acende um sinal vermelho para médicos e cientistas. O risco de casos da pólio voltarem a ser registrados no país é elevado.


No momento, o Brasil lidera uma campanha de vacinação contra a pólio, mas, devido à baixa procura pelos imunizantes, ela será prorrogada até o dia 30 de setembro. Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é ampliar a cobertura atualmente estimada em 35% para as crianças entre 1 e 5 anos.

A meta é alcançar 95%. No entanto, a última vez que o Brasil conseguiu alcançar este patamar de imunização contra a pólio foi em 2015, quando a cobertura vacinal atingia 98,3%. Em 2020, ela somou 76,2%. E, em 2021, apenas 69,9%. A taxa geral de vacinação também está em queda em todo o país, segundo Fiocruz.

NA PARAÍBA

O estado está em segundo lugar do Nordeste em cobertura vacinal contra poliomielite, com 52,79% do público-alvo alcançado. Apesar disso, está abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) que é de 95%. Dos 223 municípios paraibanos, apenas 36 atingiram a meta.

De acordo com a técnica do Núcleo de Imunizações, da SES, Milena Vitorino, até o fim da campanha, juntamente com o Vacina Mais PB, será realizado mais um Dia D, em 17 de setembro. Na ocasião, todos os municípios oferecerão as vacinas das duas campanhas.

Durante a ação e no Dia D de Mobilização do Vacina Mais Paraíba serão ofertados mais de 19 imunobiológicos. As vacinas disponíveis protegem contra tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, otite, diarreia por rotavírus, doença meningocócica, influenza, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, hepatite A, catapora e HPV, além da poliomielite.