Apesar de proibidos pela Anvisa, os cigarros eletrônicos atraem principalmente os mais jovens. Estudos recentes comprovam que adolescentes entre 12 e 16 anos estão consumindo mais o produto.

Especialistas dizem que como esses dispositivos liberam doses mais altas de nicotina, acabam causando uma dependência de difícil tratamento.

“Esses jovens fazem frequentemente o uso dos dispositivos eletrônicos mais os cigarros convencionais. É uma estratégia da indústria para contornar as leis e minar as medidas de controle do tabagismo”, alertou o médico pneumologista e paraibano, Sebastião Costa.

As substâncias liberadas pelo cigarro eletrônico até podem ser diferentes daquelas que o cigarro comum emite, mas, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), elas também podem provocar enfisema pulmonar, câncer e problemas do coração.

Considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um problema de saúde pública global, o tabagismo é a segunda maior causa de mortes no mundo e já atingiu a cifra de cinco milhões de mortes anuais, totalizando mais de 10 mil mortes por dia em todo o mundo.

Estima-se que no Brasil, segundo dados do INCA (instituto Nacional de Câncer), 200 mil pessoas morrem por ano vitimas do uso do tabaco.

O programa nacional de combate ao fumo foi instituído no Brasil em 1986 e, em 30 anos, de 1989 a 2019, reduziu o percentual de fumantes no País de 30% para 12,8 % da população.

Na Paraíba, dentre as ações de combate ao tabagismo, existe a Lei 7466/03, onde proíbe o ato de fumar nas dependências dos hospitais e clinicas médicas da rede pública e privada.

Portanto, a recomendação geral dos especialistas é de que o uso do cigarro eletrônico, ou convencional, seja desincentivado. Os riscos para a saúde geral do organismo são imensos e não existe nenhum tipo de benefício.