Casos de esporotricose, que é uma doença originária da contaminação do solo e das plantas, mas que erroneamente alguns atribuem à doença do gato, estão preocupando as autoridades municipais em João Pessoa, devido aos aumentos de contaminação humana.

A esporotricose é uma doença de caráter zoonótico que coloca em risco a saúde dos animais e dos seres humanos.

Ela é causada pelo fungo da espécie Sporothrix schenckii, presente na planta ou no solo contaminado por ela. A doença acomete os animais, sobretudo gatos, e tem um alto grau de contágio entre eles, como também em humanos.

A contaminação acontece a partir do contato do gato com a planta, que é repassado ao outro animal quando compartilham a mesma água, por exemplo, ou quando se arranham.

O tratamento é feito a base de antifúngico e deve ser prescrito por veterinário.

O assunto tem ganhado grande repercussão após a Secretaria Estadual de Saúde informar que houve um aumento de mais de 80% no número de casos na Paraíba.

Mas a preocupação vem da desinformação onde confundem a esporotricose com a doença do gato.

Diante disso o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB), alerta sobre cuidados com a doença e principalmente sobre a forma de como preveni-la e destaca que não é necessário abandonar o animal.

O gato, segundo a entidade, é tão vítima da doença quanto os seres humanos.

Por ser transmitida por contato direto, os gatos que têm acesso à rua e frequentemente entram em disputas com outros gatos por territórios estão mais sujeitos à contaminação.

Importante destacar que o animal só transmite a doença se estiver infectado e se o ser humano tiver contato com o fungo através de mordeduras e arranhaduras causadas por animais contaminados.

Os principais sintomas da doença nos animais são lesões na pele (feridas) que podem iniciar nos membros e evoluírem para todo o corpo. Essas feridas são de difícil cicatrização, circulares e elevadas (pápulas ou nódulos), com perda de pêlo ao redor e podem evoluir para ulceração com necrose central crostosa e com exsudato purulento e hemorrágico.

Esses sinais não são exclusivos da esporotricose, portanto, para fechar o diagnóstico é necessário a realização de exames laboratoriais. Assim, é extremamente importante que o tutor, ao observar lesões na pele do animal, procure um médico-veterinário.

O CRMV-PB tem buscado junto aos órgãos governamentais a promoção de programas sérios e eficientes de controle populacional para diminuir o número de animais nas ruas, alinhado a isso, um forte programa de educação e conscientização, bem como punição mais severa para quem comete maus-tratos e abandono de animais.