O Tribunal do Júri condenou, na noite desta segunda-feira (17), o homem que confessou ter assassinado uma mulher dentro do Mangabeira Shopping, em João Pessoa. A sentença, resultado da votação dos sete jurados, foi de 40 anos, 6 meses e 19 dias de prisão, envolvendo crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo.

O caso ganhou grande repercussão à época pela violência do ataque, ocorrido em ambiente público e movimentado. O réu, segundo a investigação, teria ido ao shopping após descobrir que não havia sido selecionado para trabalhar em um restaurante. Ele retornou para casa, se armou com uma arma de uso restrito e grande quantidade de munição, e voltou ao local decidido a cometer o crime.

Durante o julgamento, o representante do Ministério Público, promotor Marcus Antonius da Silva Leite, classificou o acusado como “frio e calculista”, destacando que seu comportamento durante o júri reforçava o perfil apresentado na investigação.

“Frio e calculista, como foi no desiderato, na confecção criminal, e hoje aqui da mesma forma. Sem qualquer ressentimento, sem qualquer sentimento do que ele fez”, afirmou o promotor.

O MP afirmou ainda que buscava a pena máxima, devido à brutalidade dos fatos e ao risco que o réu representou às demais pessoas presentes no local no dia do crime.

A defesa do acusado anunciou que deverá recorrer da decisão, como é previsto no rito do Tribunal do Júri. Enquanto isso, o condenado seguirá cumprindo pena em regime inicialmente fechado.

O julgamento encerra mais um capítulo de um caso que provocou comoção e reacendeu debates sobre violência armada em espaços públicos, segurança preventiva em centros comerciais e a resposta do sistema de justiça a crimes de alto impacto social.

SB