Neste 23 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial da Tartaruga, ambientalistas de todo o mundo reforçam o alerta sobre a necessidade de proteger esses animais, que são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.

As tartarugas marinhas habitam os oceanos há mais de 100 milhões de anos, muito antes dos seres humanos existirem. No entanto, mesmo após atravessarem eras e sobreviverem a eventos que extinguiram diversas espécies, hoje elas enfrentam um inimigo perigoso: a ação humana.

Segundo a Associação Guajiru, que atua na preservação das tartarugas no litoral paraibano, a poluição, a pesca predatória, a urbanização das praias e as mudanças climáticas estão entre as principais ameaças. A secretária e voluntária da entidade, Jannini Dias, destaca que a situação é preocupante.

As tartarugas marinhas são verdadeiras guardiãs do equilíbrio marinho. Elas ajudam a manter os recifes de coral saudáveis e controlam a quantidade de algas no oceano. Quando uma espécie como essa sofre, todo o ecossistema sente os impactos, afirma.

Tartarugas escolhem as praias da Paraíba pela qualidade ambiental

O litoral da Paraíba é um dos locais importantes para a reprodução das tartarugas marinhas. A Praia de Cabo Branco é um dos principais pontos de desova, com registros constantes de fêmeas que sobem até a faixa de areia para colocar seus ovos.

Outras praias como Tambaú, Manaíra, Bessa, Jardim Oceania, Intermares e Ponta de Campina também recebem esses animais, embora em volumes menores. E um fator que explica esse comportamento é justamente a qualidade das praias da Paraíba.

A boa qualidade da água, o cuidado com as áreas costeiras e as características naturais das nossas praias tornam esse ambiente propício para a vida marinha e, principalmente, para a reprodução das tartarugas, explica Jannini Dias.

Mesmo com o avanço urbano, esses animais continuam buscando as praias paraibanas para garantir a continuidade da espécie, o que torna ainda mais urgente o cuidado com o litoral.

A Associação Guajiru realiza um trabalho constante de monitoramento das praias, proteção dos ninhos e soltura dos filhotes. Só em 2024, mais de 5 mil filhotes foram soltos, graças ao apoio de voluntários e moradores locais.

Além da preservação direta, a conscientização da comunidade também faz parte da missão. — As pessoas podem ajudar evitando o descarte de lixo nas praias, participando de ações ambientais ou até adotando simbolicamente um ninho, destaca Jannini.

As tartarugas desempenham funções essenciais, como o controle de populações de águas-vivas e a fertilização das praias, quando seus ovos não eclodem e acabam se decompondo, enriquecendo o solo.

Neste Dia Mundial da Tartaruga, o apelo é claro: preservar não é apenas proteger uma espécie, mas garantir o futuro dos oceanos e, consequentemente, da vida no planeta.

SB