Em tempos de readaptação do mercado, programas de pagamentos como o Pix e plataformas de open banking estão sendo apontados como meios de aquecimento da economia. Na Paraíba não é diferente com o atual cenário de transformação tecnológica. Os sistemas financeiros criados nos últimos anos criaram rapidamente novos hábitos e mudaram a realidade de todos, clientes e instituições financeiras.
Mas, segundo o presidente da Associação Brasileira para Competitividade e Inovação (Abracinov), Josuel Gomes, não basta que as empresas tenham apenas a facilidade na hora do pagamento. É preciso ter uma boa experiência geral de compra, inclusive no pós-venda.
De acordo com Josuel, logística e experiência de compra caminham juntas. Isso porque ambas possuem uma relação fundamental, que faz toda a diferença na decisão do consumidor.
Diante de várias opções disponíveis, os clientes tendem a escolher empresas que oferecem agilidade e eficiência não apenas de serviços e pagamentos, mas na experiência de compra, que precisa ser prática, personalizada e extensa.
O presidente da Abracinov comparou a relação empresa-consumidor com uma corrida de Uber, que acompanha o passageiro durante todo o trajeto, até ele chegar ao destino final com tudo dentro dos conformes.
“Todo mundo hoje em dia tem pix, até os pedintes de sinais. Veio facilitar a vida de todo mundo. Mas não é só o pix. O cliente quer a melhor experiência. Não se aceita mais uma experiência off-line. O consumidor quer agilidade e eficiência no atendimento, inclusive do pós-venda. Isso que vai fazer a diferença”, explicou.
É indispensável o uso de recursos tecnológicos on-line, pois estes refletem diretamente na forma como a experiência de compra e a logística são vistas atualmente.
Chave pix
Lançado há menos de dois anos, o Pix não para de crescer. O Brasil já possui mais de duas chaves de pagamento instantâneo para cada habitante. São 214,8 milhões de brasileiros e 469 milhões de chaves ativas.
As chaves aleatórias são a maioria: 185,2 milhões. O ranking é composto ainda por CPF (107,8 milhões), celular (98,7 milhões) e e-mail (68,8 milhões). Os dados são do Banco Central.
Segundo a instituição, a facilidade de acesso e a ausência de tarifas impulsionaram o crescimento do meio eletrônico de pagamento.
Dados apontam que apenas 3% do dinheiro em circulação no país está em formato físico. Ou seja, 97% dos valores são movimentados por meios digitais.
Isis Vilarim para SB