A greve dos motoristas de ônibus de João Pessoa chega ao seu terceiro dia nesta quarta-feira, 29, acompanhada de episódios de tumulto em algumas paradas e terminais. Devido à redução da frota, os intervalos entre os ônibus aumentaram, resultando em veículos superlotados.
Na terça-feira, a frota operava com apenas 48,1% dos ônibus em circulação. A Justiça do Trabalho estabeleceu que, para a continuidade da greve, ao menos 60% da frota deve estar em operação. Os dados sobre o percentual de ônibus em circulação foram fornecidos pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Sintur-JP), que utiliza tecnologia de monitoramento por GPS para essa finalidade.
Eduardo Lima, diretor do Sindicato dos Motoristas de Ônibus, afirmou que a ordem judicial estava sendo respeitada, com os motoristas garantindo 60% da frota em circulação. A Superintendência de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) foi incumbida de fiscalizar se o percentual está em conformidade com a determinação judicial. Contudo, em um comunicado na terça-feira, a Semob revelou que, até às 12h, apenas 45,4% da frota estava em operação, gerando um descompasso nas informações entre os sindicatos.
Uma reunião de conciliação, mediada pela desembargadora Herminegilda Leite Machado, ocorreu na segunda-feira (27) entre representantes dos motoristas e das empresas de transporte, com a presença do procurador do trabalho, Márcio Roberto de Freitas Evangelista. Entretanto, as partes não conseguiram chegar a um acordo, resultando na convocação de uma nova audiência para quarta-feira (29).
A desembargadora também ordenou que os veículos em operação sejam identificados com adesivos, a fim de facilitar sua localização, e que a Semob supervisione o cumprimento da decisão judicial.
Os motoristas reivindicam um aumento salarial de 15% e a reinstauração do vale-alimentação, que foi suspenso desde 2019.