A Polícia Civil da Paraíba apresentou, nesta terça-feira (28), novos desdobramentos sobre a investigação da morte do empresário Rodrigo, de 33 anos, encontrado sem vida em um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Durante coletiva de imprensa, os investigadores divulgaram a versão apresentada pelo adolescente apreendido, ouvido na cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte.


Segundo o delegado Diego Garcia, responsável pelo caso, o adolescente afirmou que conheceu a vítima por meio de um aplicativo de relacionamentos e que os dois marcaram um encontro no hotel onde o crime aconteceu.
Em depoimento, o jovem alegou que teria se sentido intimidado após acreditar que Rodrigo havia registrado imagens do encontro íntimo entre os dois.

Ainda conforme a versão apresentada à polícia, a vítima teria utilizado algemas durante a relação e o adolescente, utilizando uma réplica de arma de fogo do tipo airsoft, teria exigido o celular do empresário para verificar se existiam fotos ou mensagens que pudessem comprometer sua imagem.
De acordo com o delegado, o adolescente afirmou que é estudante de Teologia e disse ter agido por receio de que o episódio fosse divulgado.


“Ele alegou que se sentiu intimidado e ameaçado pela vítima, acreditando que imagens do encontro poderiam prejudicar sua reputação”, explicou Diego Garcia durante a coletiva.


Investigação aponta para latrocínio


Apesar da justificativa apresentada pelo adolescente, a Polícia Civil informou que as investigações apontam elementos que caracterizam o crime como latrocínio — roubo seguido de morte.
Conforme a polícia, após a morte do empresário, diversos bens da vítima foram levados, entre eles o telefone celular, dinheiro, cartões bancários e o veículo, que posteriormente foi localizado no Rio Grande do Norte.


Os investigadores também apuram movimentações financeiras realizadas após o crime, além da utilização de objetos pertencentes à vítima.


Prisão e andamento do caso
O adolescente apresentou-se espontaneamente às autoridades na cidade de Caicó, acompanhado de familiares e advogado. Após prestar depoimento, ele permaneceu apreendido à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar eventual participação de outras pessoas.


Defesa
A versão apresentada pelo adolescente foi divulgada durante o interrogatório e ainda será analisada ao longo da investigação e do processo judicial. Caberá ao Ministério Público e ao Poder Judiciário avaliar as provas reunidas e definir a responsabilização do investigado.