Uma nova operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (3) na Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB). As informações foram confirmadas pelo jornalista Clilson Júnior que antecipou o fato no Programa Paraíba Verdade da Rádio Arapuan FM, apresentado por Samuka e Sabrina Barbosa.
A Operação trata-se da segunda fase da operação ‘Integridade’, que está ocorrendo em parceria com a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e Grupo de Operações Especiais (GOE).
Essa etapa da operação foi desencadeada após a identificação de elementos que indicam que dois dos investigados estavam ameaçando testemunhas e destruindo provas essenciais para a continuidade das investigações.
Os principais alvos dessa segunda fase são : Marcos Melo (defensor público e ex-coordenador do órgão em Guarabira) e Vinicius Souza (ex-assessor técnico da defensoria), que foram presos na manhã desta terça-feira (03).
A investigação contra o grupo começou após um banco privado ofertar uma reclamação no Ministério Público, apontando o crescimento vertiginoso de novas demandas judiciais no estado da Paraíba, entre os anos de 2018 e 2024.
Segundo a decisão, há indícios de que os investigados captaram clientes utilizando a Defensoria Pública, através de Marcos Melo (defensor público e ex-coordenador do órgão em Guarabira) e Vinicius Souza (ex-assessor técnico da defensoria). As demandas das pessoas que procuraram o órgão eram direcionadas para escritórios gerenciados pelos outros advogados investigados, que cobravam pelo ajuizamento das ações.
O documento também registra que as ações geravam cobranças em valores expressivos para as vítimas, que, em sua maioria, são pessoas em situação de vulnerabilidade social, aposentados e de baixa escolaridade. Também teria ficado demonstrado “indícios de vínculos de amizade e societário” para a prática da advocacia, visando atuação orquestrada para a chamada “advocacia predatória”.
“O fato de Vinícius Queiroz de Souza atuar perante a Defensoria Pública, juntamente com Marcos Antonio Maciel De Melo, considerando o perfil dos clientes atendidos pelos investigados nas demandas em comento, indica uma possível captação de clientela irregular, entre os usuários da Defensoria Pública da Paraíba”, registra a decisão.