Termina hoje (quinta-feira) o V Encontro da Rede Nordeste de Estudos Estratégicos e Inovação, promovido pelo Comando Militar do Nordeste, que ao longo dos últimos dias reuniu autoridades militares, pesquisadores, gestores públicos e estudantes no Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O evento colocou em pauta temas estratégicos e de alta complexidade tecnológica, com foco especial na cibernética aplicada à Defesa e à Segurança. Dividido em módulos temáticos, o encontro abordou assuntos como Tecnologias Disruptivas, Inteligência Artificial, Manufatura Aditiva, Tecnologias Quânticas, Robótica Móvel e Sensoriamento Avançado, além de fomento à pesquisa e ao empreendedorismo.
Entre os convidados especiais que participaram hoje de entrevista à BandNews FM, estão o General de Divisão Juraci Ferreira Galdino, Comandante do Instituto Militar de Engenharia (IME), e o General de Brigada Luís Carlos Soares de Sousa, Chefe do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro. Ambos destacaram que o Brasil já conta com ferramentas avançadas de inteligência artificial voltadas para a prevenção e detecção de ataques cibernéticos.
“O país está se preparando de forma sólida, com sistemas de inteligência artificial desenvolvidos para monitorar, antecipar e neutralizar possíveis ameaças no ciberespaço”, afirmou o General Luís Carlos.
Apesar dos avanços, os generais alertaram para a necessidade de constante atualização tecnológica e para o risco real de uma guerra cibernética, que pode atingir desde estruturas críticas de governo até sistemas civis essenciais, como os de energia, saúde e comunicações.
“Não se trata mais de um cenário hipotético. Uma guerra cibernética pode causar impactos tão graves quanto um ataque físico. Por isso, precisamos estar sempre à frente”, ressaltou o General Galdino.
Além das palestras e painéis, o evento contou com estandes de exposição de projetos realizados por instituições como o Exército Brasileiro, a própria UFPB, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), o UNIPÊ e o SENAC/PB.

Um dos principais objetivos do encontro é estimular a produção científica em Defesa na Paraíba, com apoio de órgãos como a FAPESQ/PB e instituições de fomento em nível nacional, além de fortalecer redes de contato entre universidades, Forças Armadas, governo e iniciativa privada.
O encerramento marca não apenas o fim de mais uma edição da Rede Nordeste de Estudos Estratégicos, mas também reforça o compromisso de integrar ciência, tecnologia e soberania nacional em tempos de transformação digital acelerada e ameaças emergentes.
SB