A andropausa, conhecida como “menopausa masculina”, é uma condição que afeta homens geralmente a partir dos 30 ou 40 anos, caracterizada pela redução gradual da produção de testosterona. Essa queda hormonal pode causar sintomas que comprometem a qualidade de vida, como fadiga, alterações de humor, diminuição da libido, disfunção erétil, perda de massa muscular e óssea, além do aumento da gordura abdominal.

O urologista Dr. Leandro Tavares explica que, diferente da menopausa feminina, a andropausa ocorre de forma lenta e muitas vezes os sintomas só são percebidos quando já impactam o cotidiano. “Os homens podem sentir cansaço constante, irritabilidade, tristeza, queda do desejo sexual e até dificuldades para manter a ereção, o que pode afetar significativamente seu bem-estar e relacionamentos”, destaca o especialista.

O diagnóstico da andropausa é feito por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de testosterona e outros hormônios importantes. O tratamento recomendado inclui a reposição hormonal, que deve ser acompanhada de perto por um médico, além de mudanças no estilo de vida, como a prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável e controle do estresse. Em alguns casos, a suplementação com vitaminas e minerais também pode ajudar a melhorar o quadro clínico.

Homens com mais de 40 anos, diabéticos, hipertensos, obesos, fumantes ou sedentários estão mais propensos a desenvolver a condição e devem redobrar a atenção aos sinais do corpo. “A andropausa pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e problemas psicológicos, por isso é fundamental buscar ajuda médica ao identificar os sintomas”, alerta Dr. Leandro.

A andropausa pode desencadear ou agravar quadros de depressão nos homens devido às alterações hormonais que afetam diretamente o equilíbrio químico do cérebro. A queda da testosterona está associada à redução dos níveis de serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados ao humor e à sensação de bem-estar. Além disso, os sintomas físicos, como fadiga, perda da libido e disfunção erétil, podem impactar a autoestima e a qualidade dos relacionamentos, aumentando o risco de sofrimento emocional. Por isso, a depressão na andropausa é uma consequência comum e reforça ainda mais a necessidade de acompanhamento médico especializado para o diagnóstico e tratamento adequados.

Com o acompanhamento médico adequado, especialmente com um urologista, é possível identificar precocemente os sinais da andropausa e iniciar o tratamento correto para minimizar seus impactos. Buscar orientação profissional é fundamental para garantir não apenas o alívio dos sintomas, mas também a prevenção de complicações mais graves, preservando a saúde física e emocional do homem ao longo do envelhecimento. Portanto, diante de qualquer sintoma sugestivo, a recomendação é não adiar a consulta médica e cuidar da saúde hormonal com responsabilidade.

SB