A Operação Asfixia, deflagrada pelo Gaeco em conjunto com a Polícia Civil nesta terça-feira (30), ganhou ainda mais força após as declarações do coordenador do grupo, Otávio Paulo Neto. Segundo ele, a missão só terá fim quando todos os alvos forem capturados em Cabedelo, um dos epicentros da facção criminosa Comando Vermelho, que se expandiu do Rio de Janeiro para a Paraíba.

Durante a ação, que também acontece em João Pessoa, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras e Nova Floresta, um policial do GOE foi alvejado em confronto. O episódio, de acordo com Otávio, demonstra o poder de fogo dos criminosos, mas reforça ainda mais a determinação da polícia: “Por isso mesmo não vamos recuar”.

O coordenador fez um alerta duro sobre a situação de Cabedelo: “A cidade tem um grande potencial, mas, dominada pelo tráfico, não tem futuro. É um absurdo o que vem acontecendo”. Ele também denunciou que integrantes do crime organizado estão infiltrados em setores do serviço público, o que amplia os desafios no combate à facção.

Além do enfrentamento armado, a operação tem como foco estrangular financeiramente o Comando Vermelho na Paraíba. Até o momento, a Justiça já determinou o bloqueio e sequestro de mais de R$ 125 milhões em bens. O principal alvo é Flávio de Lima Monteiro, o “Fatoka”, líder da facção no estado.

Otávio ainda pediu a colaboração popular para que a ofensiva tenha êxito: “A polícia está fazendo sua parte, mas é fundamental que a população denuncie e nos ajude a buscar uma solução viável para libertar Cabedelo desse domínio criminoso”.

SB