Proposta pretende ampliar o alcance das políticas existentes com apoio de igrejas e comunidades na identificação e no acolhimento de vítimas
Muitas mulheres vivem relacionamentos abusivos em silêncio. Por medo, vergonha, dependência financeira ou receio do julgamento, elas não procuram os serviços de proteção e, muitas vezes, sequer conseguem admitir para familiares que estão sendo vítimas de violência. É justamente até essas mulheres que a candidata a deputada federal Munique Marinho pretende chegar.
Embora a Paraíba já conte com iniciativas de acolhimento e apoio às vítimas de violência doméstica, Munique propõe ampliar o alcance dessa rede por meio do Programa Mulher Recomeço. O diferencial será aproximar os serviços das mulheres, mobilizando igrejas, lideranças comunitárias e pessoas capacitadas dentro das próprias comunidades para identificar sinais de abuso, oferecer uma escuta segura e encaminhar as vítimas aos órgãos responsáveis.
A proposta considera que nem toda mulher consegue chegar espontaneamente a uma delegacia ou unidade de atendimento. Algumas estão isoladas pelo agressor, têm medo de denunciar ou acreditam que não conseguirão sustentar os filhos caso deixem o relacionamento.
“Existem mulheres sofrendo dentro de casa sem coragem de pedir ajuda. Muitas sentem vergonha, têm medo ou dependem financeiramente do agressor. Precisamos de uma rede preparada para chegar até elas, acolhê-las com respeito e mostrar que existe um caminho seguro para o recomeço”, defende Munique.

A participação das igrejas e das comunidades não substituirá o trabalho dos órgãos públicos. A intenção é criar pontos de confiança e acolhimento próximos das vítimas, com orientação adequada, respeito ao sigilo e encaminhamento especializado. Esses espaços poderão ajudar a romper o isolamento imposto pelo agressor e facilitar o acesso aos serviços de proteção.
Para Munique Marinho, o enfrentamento ao feminicídio deve começar antes da agressão fatal, alcançando também as mulheres que ainda não conseguiram denunciar.
O Programa Mulher Recomeço pretende fortalecer o que já existe na Paraíba e ampliar a presença da rede de proteção nos bairros e nas comunidades. A iniciativa parte da compreensão de que salvar uma mulher da violência também significa procurar, ouvir e acolher aquelas que ainda sofrem em silêncio.
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