Bancários da Paraíba protestam nesta quinta-feira (7) contra o assédio moral e sexual na Caixa Econômica Federal. Na Paraíba, diversos episódios de assédio também estão sob investigação contra uma das superintendentes do banco público que chegou a ser afastada do cargo.

Além disso, o protesto tem como objetivo intensificar as denúncias de assédio sexual e moral feitas por empregadas da Caixa contra a conduta de seu ex-presidente, Pedro Guimarães. Há exatamente uma semana, reportagem do portal Metrópoles divulgou relato de ao menos cinco vítimas que denunciaram toques em partes íntimas sem consentimento, por parte de Guimarães, além de falas, abordagens e convites inconvenientes e desrespeitosos. Os casos de assédio teriam ocorrido em situações em que funcionárias viajavam com o ex-presidente da Caixa por determinação dele.

Com faixas, carro de som e cartazes, as manifestações também exigirão que as investigações iniciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e do Trabalho (MPT) sejam aprofundadas. Além dos protestos nas ruas, o Sindicato também reforçará uma ação pelas redes sociais, com a hasthtag #BastadeAssédio.

O dia de luta também antecipa as reivindicações que foram levadas pelos bancários para a mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta quarta-feira (6). De acordo com o presidente do Sindicato, Lindonjhonson Almeida, os movimentos sociais cobram que medidas mais efetivas sejam adotadas diante das acusações de que servidoras foram perseguidas e até removidas de suas funções por denunciar o ex-presidente. Além de que as acusações contra Guimarães estariam sendo acobertadas desde 2019 e foram ignoradas pelos sistemas de ouvidoria da Caixa.

“De acordo com o que vivenciamos aqui na Paraíba no início do ano, com denúncias da prática de assédio moral envolvendo uma superintendência regional, nos chama a atenção que fatos dessa natureza tenham aumentado muito desde o início do governo de Bolsonaro, que é muito amigo do ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Em todas as manifestações país afora, as entidades sindicais cobram apuração, acolhimento das vítimas e a rigorosa punição para os culpados ou culpadas. Afinal, assédio é crime!”, destacou.