A capital paraibana possui quase 100 mil negócios em atividade, de acordo com o banco de dados empresariais EmpresAqui. Das 99.924 empresas em João Pessoa, 81.544 (82%) são microempresas que englobam os microempreendedores individuais (MEI) 54.819 (55%). As empresas de médio e grande porte representam 13.466 (13%) e 4.914 (5%) são de pequeno porte.

Em comum, boa parte dos negócios vive uma jornada semelhante quando se trata de organização e planejamento. Um levantamento inédito com base em uma amostragem de 120 empresas de diversos setores atendidas pela PJI Consulting, consultoria de negócios que atende há 10 anos os empresários de João Pessoa, revela que as principais dificuldades dos empresários estão ligadas à organização (30,9%).

Segundo o consultor de negócios Paulo Junior, a organização passa pelas finanças, processos, recrutamento e, principalmente, estratégia. “Nessa amostragem, o fator finanças ganha destaque uma vez que, em diversos casos, os empresários não realizam projeções financeiras; não preparam reserva de emergência e chegam a misturar o dinheiro pessoal com o dinheiro da empresa. Isso acontece porque não há uma cultura de planejamento entre os empresários. Esses são alertas de extrema importância, pois o orçamento e a estratégia de uma empresa são peças-chave para mantê-la em funcionamento”, explica.

Na hora da contratação

No aspecto da organização, Paulo Junior ainda esclarece que os processos internos, principalmente os de recrutamento, também são desafios no dia a dia do empresário pessoense. “Hoje, temos inúmeros recursos tecnológicos para nos auxiliar em processos, mas, também, é preciso considerar o papel de líderes, como sócios e gestores, assim como as responsabilidades dos funcionários no âmbito corporativo. Apenas assim as metas e os objetivos podem ser alcançados. É difícil acreditar, mas é muito comum ter pessoas dentro das empresas que não sabem qual é o propósito delas ali dentro. Esse cenário pode representar tanto um desperdício financeiro, como de talento”, diz.

O especialista reforça que esses pontos devem ser esclarecidos no momento da contratação. “Quando os papéis e as funções estão alinhados, o empresário ganha em produtividade e resultados, mas, além disso, é importante salientar a necessidade da realização de reuniões e análises periódicas para ajustes que sejam necessários na organização tão fundamental para as empresas”, orienta o consultor.

Mais dados

O levantamento aponta também a necessidade de implementação de conselhos estratégicos nas empresas (23,6%), seguido do planejamento para o futuro (21,8%), a busca por aproximações comerciais (12,7%) e treinamentos para o desenvolvimento de liderança (5,5%). Todos pontos importantes que influenciam e impactam diretamente em como a empresa tem entregue produtos e serviços, além do próprio posicionamento no mercado e enfrentamento da concorrência.

“Para traçar o crescimento e o fortalecimento empresarial é muito importante que o empresário esteja preparado para aprender cada vez mais em sua jornada como empresário, principalmente através de cursos rápidos e dinâmicos, onde ele possa colocar em prática o que aprende. Assim, ao procurar ferramentas para a melhoria das condições empresariais, os líderes e gestores obtêm clareza e direcionamento que os libertam de angústias geradas pela necessidade de tomada de decisão, foco apenas no operacional e a falta de métodos. É essencial sair do operacional e lidar com a estratégia, mas a maioria não consegue fazer essa transição sozinha”, reforça o consultor de negócios.