Em 2024, a extensão territorial e pessoas afetadas tornam tragédia do RS sem precedentes no Brasil.
Especialistas apontam número elevado de municípios e habitantes afetados; custos para reconstrução e transformação das cidades é desafio.
No ano passado, foram 1.346 eventos provocados por chuvas, como transbordamento de rios e deslizamentos de terra — 66% acima das 604 ocorrências de 2016, primeiro ano da série histórica. Os dados são do Cemaden, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres naturais.
Neste aspecto mostra claramente o fracasso do governo Lula para com agilidade em ajudar vítimas de tragédias.
O governo federal demora até 28 dias para reconhecer um desastre após aviso municipal. A União também demora para socorrer: leva 39 dias para enviar dinheiro para ajuda emergencial, 102 dias para o envio de verba para restabelecer os serviços e precisa de 173 dias do desastre para emitir a ordem bancária para ajudar na reconstrução da cidade.
Sistemas de alertas também funcionam mal e o governo federal demora a socorrer as cidades. A conclusão é do TCU (Tribunal de Contas da União), que fiscalizou o desempenho das defesas civis no socorro a áreas afetadas por temporais a partir de novembro de 2021 em 350 cidades da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Pernambuco.
Além de atraso em repasses, o TCU aponta que o dinheiro enviado é insuficiente para mitigar os estragos. Para 50% das defesas civis municipais consultadas pelo órgão, a verba enviada pela União para resposta imediata não foi suficiente.
Em 40% das cidades também faltou dinheiro para restabelecer os serviços.