Com diferentes grupos em articulação, sucessão da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028 ganha novos desdobramentos e intensifica negociações entre vereadores.

A disputa pelo comando da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para o biênio 2027/2028 segue movimentando os bastidores da política pessoense. Nesta quinta-feira (22), o presidente da Casa, Dinho Dowsley (MDB), afirmou que uma eventual antecipação da eleição da Mesa Diretora dependerá de alterações no Regimento Interno e na Lei Orgânica do Município.

Em entrevista a imprensa, Dinho destacou que, conforme sua interpretação das regras atuais, a eleição está prevista para o dia 31 de dezembro e que qualquer mudança no calendário deverá passar pelos procedimentos legislativos necessários.

“Só é dia 31 de dezembro. Qualquer antecipação tem que mudar o Regimento Interno e a Lei Orgânica do Município. Aí não cabe a mim falar, eu não sou candidato”, declarou.

O presidente também confirmou que, até o momento, existem duas candidaturas em articulação: a do vereador João Corujinha (PP) e a do grupo liderado por Damásio Franca Neto (PP).

Articulações e alianças movimentam a sucessão

Nos últimos dias, as negociações entre os parlamentares ganharam intensidade, principalmente diante da possibilidade de antecipação da escolha da nova Mesa Diretora.

Entre as movimentações recentes está uma possível composição entre João Corujinha e Marmuthe Cavalcanti (Republicanos). Segundo informações divulgadas pela imprensa paraibana nesta quinta-feira, o entendimento envolveria a presidência e a vice-presidência da Casa.

O grupo de Corujinha também teria ampliado o número de assinaturas de apoio à sua articulação, chegando a 21 adesões, . O número, entretanto, não representa uma eleição definida, já que os acordos políticos precisam ser confirmados no momento da votação.

Paralelamente, o grupo de Damásio Franca Neto continua envolvido nas articulações pela sucessão. O vereador é apontado como um dos nomes próximos ao atual presidente Dinho Dowsley, fator que também influencia as negociações internas.

Outro partido que ganhou espaço nas discussões foi o Republicanos, que vinha avaliando alternativas para participar da disputa pelo comando do Legislativo. Entre os nomes mencionados nas articulações estavam Marmuthe Cavalcanti e Marcílio do HBE.

Antecipação da eleição divide atenções

Além da formação de alianças, o calendário eleitoral passou a ocupar o centro das discussões.

Parte dos vereadores defende a antecipação da escolha da próxima Mesa Diretora, enquanto a presidência da Câmara sustenta que qualquer alteração precisa respeitar as normas institucionais.

A questão também envolve a interpretação dos dispositivos do Regimento Interno e da Lei Orgânica do Município, o que pode provocar novos debates jurídicos e políticos antes de uma eventual votação.

Até o momento, não há confirmação oficial de antecipação da eleição.

Sucessão também envolve o cenário político municipal

A disputa pela presidência da Câmara acontece em meio à reorganização das forças políticas de João Pessoa, especialmente nas relações entre os vereadores e a administração municipal.

O prefeito Leo Bezerra (PSDB) também aparece no contexto das articulações, embora tenha defendido publicamente o respeito à autonomia dos parlamentares na definição da futura Mesa Diretora.

Nos bastidores, a eleição é considerada estratégica não apenas pela condução administrativa do Legislativo, mas também pela influência política que a presidência da Câmara exerce nas decisões municipais.

Com diferentes interesses em negociação, os próximos passos deverão envolver a consolidação dos apoios, possíveis composições entre grupos e a definição sobre a data da votação.

Enquanto isso, Dinho Dowsley permanece à frente da Casa e reforça que a sucessão deverá observar as regras institucionais.

A expectativa é de que as articulações continuem nos próximos dias, mantendo aberta a disputa pelo comando do Legislativo pessoense para o biênio 2027/2028.