Faltando pouco mais de dois meses para o fim de 2025, o comércio da Paraíba já sente os primeiros sinais de aquecimento com a chegada do Natal e das festas de Réveillon. As vitrines começam a ganhar o clima natalino, o número de contratações temporárias cresce e o otimismo volta a dominar o setor, impulsionado pelo pagamento do décimo terceiro salário e pela expectativa de aumento nas vendas.

À medida que o Natal se aproxima, cresce também a expectativa de que os paraibanos retomem ou intensifiquem suas compras para presentear, preparar a ceia e decorar o lar. No Brasil, pesquisas recentes apontam que cerca de 46,6% dos consumidores pretendem comprar presentes neste fim de ano, com gastos estimados entre R$ 50 e R$ 600 na maioria dos casos. Além disso, o varejo projeta que o período será mais relevante do que as datas promocionais anteriores, já que muitas famílias devem aproveitar o Natal para recuperar parte do consumo represado ao longo do ano.

Durante o programa Paraíba Verdade, da Rádio Arapuan FM, o economista Giuseppe Severgnini destacou que o cenário é positivo, mas requer prudência. Segundo ele, apesar da retomada gradual da economia, a inflação e a taxa de juros ainda pesam sobre a renda das famílias, o que exige planejamento antes das compras de fim de ano.

“O consumidor está animado, mas o poder de compra ainda é limitado. É um momento de aquecimento, porém, se não houver cuidado, o endividamento pode voltar a crescer logo no início do próximo ano”, avaliou Severgnini.

O economista também ressaltou que o décimo terceiro salário deve ser o principal combustível das vendas, sobretudo nos setores de vestuário, alimentos e decoração. “O décimo terceiro é o que impulsiona o comércio neste período. A tendência é que parte desse dinheiro vá para o consumo, outra parte para quitar dívidas e, em menor grau, para pequenas reservas financeiras”, afirmou.

Segundo informações do setor varejista, a projeção é de crescimento de até 8% nas vendas em relação ao mesmo período de 2024. Lojas de rua e shoppings já registram aumento gradual no fluxo de clientes, e empresários apostam em campanhas promocionais e eventos temáticos para estimular as compras presenciais.

Apesar do otimismo, Severgnini alerta que o fim de ano também é um período de risco para o orçamento familiar. “É um momento emocional, o consumidor quer agradar, presentear, mas é preciso lembrar que janeiro chega com contas pesadas: IPTU, IPVA, material escolar. Planejar é fundamental”, observou.