Levantamento feito pelo UOL aponta que a perda de espaço da esquerda nas eleições municipais das capitais brasileiras é progressiva e gradual desde 2012.
O resultado é que, neste ano, partidos de esquerda e centro-esquerda foram praticamente varridos das prefeituras de capitais.A direita conquistou 2.673 prefeituras, aí incluídas 11 das 26 capitais de Estado. Avançou 5% em relação a 2020, quando essas legendas conquistaram 2.539 prefeituras. É o melhor resultado desde a eleição municipal de 2000. O centro elegeu prefeitos em 2.144 cidades. Ficou estável em relação ao resultado de 2020, quando conquistou 2.166 prefeituras.

O fênomeno é acompanhado por ascensão tanto de partidos de direita quanto os do chamado centrão:
Em 2012, o campo progressista (esquerda + centro-esquerda) elegeu 14 prefeitos; o número caiu para oito em 2016, seis em 2020 e três em 2024;
No mesmo período, o campo conservador (direita + centro-direita) cresceu: eram nove prefeitos em 2012; 12 em 2016 e em 2020; em 2024, elegeu 13 nomes.
Os partidos de centro também aumentaram gradualmente a sua influência: eram três prefeitos em 2012, seis em 2016, oito em 2020 e agora 10 em 2024.
A esquerda, que chegou a ter cinco prefeitos em 2012, agora tem apenas um.
A direita, por sua vez, avança: eram dois prefeitos em 2012, três em 2016 e em 2020. Agora são oito.
Especialistas apontam várias causas e fenômenos por trás desse cenário:
- a ascensão de uma direita que sempre existiu no país, mas que ganhou protagonismo no debate político nos últimos anos;
- a dificuldade da esquerda tanto em renovar seus quadros como em competir com um campo conservador que domina a comunicação digital;
- a ascensão de um centrão turbinado por emendas parlamentares e poder no Legislativo.
