A 2ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa acatou pedido da defesa e determinou a realização de exame de sanidade mental para o suspeito de ter matado a adolescente Júlia dos Anjos Brandão, no dia 7 de abril, na Capital.
Os advogados de Francisco Lopes de Albuquerque, padrasto de Júlia, alegam que, no momento do crime, Francisco sofreu um surto psicótico, resultando em uma alteração temporária do estado mental, causando uma mudança de comportamento onde há uma
dissociação da realidade, que justifica a necessidade da realização de uma perícia especializada.
Um dos advogados do caso, Daniel Alisson, afirmou que a decisão é uma vitória da defesa, e que o pedido faz parte da Constituição.
Primeira audiência
A primeira audiência do caso está marcada para o dia 16 de setembro, às 9h. Dependendo do resultado do exame, o destino de Francisco pode ter mudanças no rumo do processo, uma vez que, comprovada a insanidade mental, o suspeito, em caso de condenação, pode ter a substituição da sua pena por uma medida de segurança.
Entenda o caso
Júlia desapareceu no dia 7 de abril, no bairro de Gramame, em João Pessoa. Inicialmente, pensou-se que ela tinha recebido mensagens de pessoas desconhecidas pela internet. Segundo a mãe de Júlia, Josélia Araújo, a garota teria saído de casa apenas com o celular.
O corpo foi encontrado pela Polícia Civil dentro de uma cacimba, que é um tipo de poço raso, no local apontado por Francisco Lopes, padrasto de Júlia, na região da Praia do Sol, após confessar que havia matado a menina asfixiada em casa. Só depois ele levou o corpo para ser abandonado num reservatório.
Segundo o sargento Cristian, do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo Bombeiros da Paraíba, o corpo foi encontrado em estado de decomposição avançada, e o militar que resgatou o corpo teve que usar um respirador de oxigênio para não respirar o mesmo ar do local.
O resgate durou cerca de uma hora e meia porque o local apontado era em uma área que apresentava instabilidade e o terreno poderia ceder, ainda conforme o sargento.