Com a chegada do São João, o milho ganha destaque na mesa dos paraibanos e também na economia rural do estado. Ingrediente principal de comidas típicas como pamonha, canjica, mungunzá, bolo de milho, milho cozido e assado, o grão movimenta agricultores familiares, feirantes, comerciantes e pequenos empreendedores durante o período junino.

Na Paraíba, a produção de milho se concentra principalmente em regiões como o Curimataú, Sertão, Agreste e Brejo, áreas onde o cultivo tem forte presença da agricultura familiar. Municípios dessas regiões costumam se destacar na produção do grão, especialmente em anos de boas chuvas, garantindo abastecimento para feiras livres, mercados públicos e festas juninas em várias cidades do estado. O IBGE acompanha essa produção por meio da Pesquisa Agrícola Municipal, que reúne dados das lavouras temporárias, como o milho.  

Em João Pessoa, a agricultura familiar também tem participação direta nesse abastecimento. A Prefeitura informou que distribuiu, em 2026, sementes de milho e feijão para agricultores familiares, com produção destinada à venda em feiras itinerantes, no Programa de Aquisição de Alimentos e diretamente nas propriedades rurais.  

O impacto do milho vai além do campo. No período junino, o grão fortalece a renda de quem planta, colhe, transporta, vende e prepara os alimentos típicos. Barracas, restaurantes, cozinheiras, vendedores ambulantes e comerciantes aumentam a produção para atender à demanda das festas em cidades como Campina Grande, Patos, Santa Luzia, Bananeiras, Cabaceiras e João Pessoa.

Mais do que um alimento, o milho representa cultura, tradição e geração de renda. No São João da Paraíba, ele sai das plantações do interior e chega às mesas como símbolo da identidade nordestina, mantendo viva a culinária típica e fortalecendo a economia local.