O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (23) para discutir o excesso de fios nos postes de João Pessoa e buscar soluções sustentáveis para o problema. O encontro reuniu representantes da Energisa, Prefeitura, Anid, provedores de internet, Procons, Câmara Municipal e Assembleia Legislativa. O procurador João Raphael Lima destacou que a questão vai além da estética e envolve segurança, regulamentação e infraestrutura.

Uma das principais propostas debatidas foi a implantação de um cabo único de fibra óptica, a ser compartilhado por pequenos provedores. A medida pode reduzir custos, ordenar o uso dos postes e diminuir a poluição visual. Como encaminhamento, ficou definido que a Prefeitura dará início, no dia 3 de agosto, a uma operação de reordenamento na rua General Osório, com apoio da Energisa, Anid e demais órgãos, além da elaboração de um projeto de aterramento dos cabos.
Outro ponto discutido foi a adoção de uma tarifa única por poste, proposta que pode estimular a regularização de provedores de internet, hoje inibidos por cobranças retroativas elevadas. O MPF também anunciou que vai mover uma ação civil pública contra a empresa Oi, exigindo a retirada de cabos inutilizados da cidade.
A próxima reunião sobre o tema será em 7 de agosto, com expectativa de avaliação dos avanços e resposta sobre a viabilidade do cabo único. Para o MPF, o objetivo é colocar João Pessoa no mesmo patamar de cidades onde toda a rede é subterrânea, promovendo segurança, organização e qualidade de vida urbana.