Há a expectativa de que a Organização Mundial da Saúde (OMS) batize com um codinome grego uma nova variante do coronavírus que foi registrada pela primeira vez na África do Sul e já é considerada aquela com o maior número de mutações.
Ainda é cedo para dizer o quão transmissível ou perigosa é a variante B.1.1.529. Isto porque ela ainda está restrita a uma província sul-africana.
Mas um pesquisador já a classificou como “horrível”, enquanto outro disse à reportagem que ela é a pior já vista.
Em uma entrevista coletiva, o professor Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação, na África do Sul, disse que foram localizadas 50 mutações no total — e mais de 30 na proteína spike (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).
Para o médico infectologista Fernando Chagas, a nova variante pode ser mais resistente às vacinas, mas ainda é preciso aguardar.
Lesões na Pele
Outra preocupação relacionada à Covid-19 é um surto de de lesões na pele que causam coceira, iniciado em Pernambuco.
Para garantir que os profissionais de saúde saibam como proceder se casos forem registrados na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou uma nota técnica sobre o assunto.
Até o momento, mais de 200 casos foram registrados em Pernambuco, em três cidades diferentes, e especialistas ainda não têm conclusões sobre o que teria motivado as lesões.
A nota da SES da Paraíba afirma que o objetivo do alerta epidemiológico é informar a rede de saúde, pública e privada sobre como lidar com casos semelhantes.
Conforme a nota técnica, as suspeitas devem ser notificadas. O documento apresenta, ainda, o padrão da doença. Ela tem acometido, principalmente, as crianças, prioritariamente as que moram nas proximidades de áreas de mata atlântica e açudes.
Os principais sintomas apresentados foram lesões cutâneas, principalmente nos membros superiores e tronco, acompanhadas de escoriações. Embora não tenha sido frequente, houve relato de dor de garganta, diarreia, febre e outros, em uma proporção menor de casos.
Para o infectologista Fernando Chagas, a doença pode ser consequência de um ácaro resistente à ivermectina, que foi bastante utilizada na pandemia.