O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) e mais sete pessoas viraram réus em mais uma denúncia no âmbito da Operação Calvário, nesta quinta-feira (20), após um pedido formulado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em setembro do ano passado.

Lavagem de dinheiro e falsidade ideológica são os crimes pelos quais os réus são acusados.

A denúncia, que também teve como alvos quatro irmãos do ex-gestor, Coriolano Coutinho, Viviane Coutinho, Valéria Coutinho e Raquel Vieira Coutinho, foi recebida nesta quinta-feira (20) pelo juiz da 2ª Vara Criminal de João Pessoa Marcial Henrique Ferraz da Cruz.

Também foram denunciadas outras três pessoas, todas da mesma família, Denise Krummenauer Pahim, Breno Dornelles Pahim Filho e Breno Dornelles Pahim Neto.

A denúncia informa que a união das famílias Coutinho e Pahim teria resultado na criação de empresas beneficiadas economicamente durante as gestões do ex-governador.

O Ministério Público pediu a aplicação da perda de cargo, emprego, função pública ou mandato eletivo dos denunciados, além da devolução de R$ 3,37 milhões a título de reparação de danos morais e materiais.

Ainda de acordo com a denúncia, há a suposta criação de sociedades empresariais e modificações dos seus respectivos contratos sociais pela organização criminosa, visando ocultação e dissimulação dos valores provenientes de infrações penais antecedentes.

Segundo o documento do Ministério Público, no suposto esquema estariam envolvidos a compra de um apartamento em Fortaleza, capital do Ceará, um empreendimento imobiliário, empresas, investimentos em uma fazenda no município de Bananeiras, aquisição de bovinos, caprinos, equinos e ovinos.

G1/ Paraíba