A secretária de Saúde da Paraíba, Renata Nóbrega, confirmou, nesta terça-feira (30) a transmissão comunitária da varíola dos macacos (monkeypox) na Paraíba. A transmissão é considerada comunitária quando não é possível rastrear a origem da infecção.

Há seis novos casos, conforme boletim epidemiológico, totalizando sete casos positivos para a doença, e mais 47 em investigação.

Segundo a SES, cinco novos casos confirmados são de João Pessoa e um de Cabedelo. Todos eles são em pessoas do sexo masculino, e nenhuma delas precisou ficar internada.

Segundo Renata Nóbrega, apesar da classificação da doença como comunitária, não há motivo para pânico. “O momento é de educar, de sensibilização da população para que, mediante a suspeita, tome todos os cuidados e mantenha a higienização domiciliar para que se evite a propagação”, disse.

Ainda de acordo com a SES, o estado totaliza 116 casos notificados, sendo 7 confirmados, 62 descartados e 47 em investigação. Entre todos os casos notificados, 75 são homens e 41 são mulheres.

A maioria está com pessoas de idade entre 20 e 29 anos. Dos 7 casos positivos, 4 são de pessoas com idade entre 30 e 39 anos.

Suspeita da doença

São considerados casos suspeitos aqueles em que o indivíduo apresente início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral); e/ou proctite (por exemplo, dor anorretal, sangramento); e/ou edema peniano, podendo estar associada a outros sinais e sintomas; e progressão da lesão através de estágios sequenciais específicos (máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas).

Nos casos confirmados da doença, recomenda-se isolamento de no mínimo 21 dias. O paciente só é considerado curado após o desaparecimento completo das lesões.

A população pode se prevenir contra a varíola dos macacos fazendo o uso de máscara e mantendo as mãos higienizadas.