Ofensiva contra o crime organizado mobiliza forças de segurança e mira suspeitos investigados por atuação em esquema criminoso na capital paraibana
Uma nova ofensiva contra o crime organizado movimenta a Paraíba nesta quarta-feira (16). A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB) e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) deflagraram a segunda fase da Operação Trapiche, com o cumprimento de 30 mandados judiciais, entre buscas e prisões preventivas.
A ação faz parte da Operação Força Integrada IV, mobilização nacional realizada simultaneamente em 24 estados e que busca atingir estruturas ligadas ao crime organizado.
Na Paraíba, o foco está em uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios e outros crimes correlatos em João Pessoa.
Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva, por determinação da 2ª Vara Regional das Garantias do Estado da Paraíba.
Mas a ofensiva não se limita às prisões. A Justiça também determinou bloqueio de ativos financeiros de até R$ 750 mil, além do sequestro de bens e de outras restrições patrimoniais.
A estratégia evidencia uma das frentes consideradas fundamentais no enfrentamento às organizações criminosas: atingir não apenas os integrantes investigados, mas também o patrimônio e os recursos financeiros que, segundo as investigações, podem estar relacionados às atividades ilícitas.
Segunda fase amplia cerco
A nova etapa é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas na primeira fase da Operação Trapiche. A apuração busca identificar integrantes, conexões e a estrutura de funcionamento do grupo investigado.
A dimensão da operação chama atenção pela quantidade de medidas judiciais executadas simultaneamente e pela diversidade de crimes investigados. As autoridades agora buscam avançar sobre possíveis ramificações da organização e reunir novos elementos a partir do material apreendido.
A FICCO/PB reúne Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social e Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba. A coordenação é da Polícia Federal, sem relação de hierarquia entre as forças participantes.
O modelo aposta justamente na integração de inteligência, investigação e atuação operacional para enfrentar organizações que ultrapassam a prática de crimes isolados e passam a atuar de maneira estruturada.
A FICCO está presente em todos os estados e no Distrito Federal e conta atualmente com 41 unidades espalhadas pelo país.
Com prisões, buscas e bloqueio de patrimônio, a segunda fase da Operação Trapiche amplia o cerco sobre o grupo investigado. O material recolhido durante as diligências poderá abrir novas frentes de investigação e revelar a extensão das atividades criminosas apuradas na capital paraibana.
