Na última segunda-feira (3), o vereador Marcos Vinícius manifestou sua insatisfação em relação à liderança do PDT no estado da Paraíba. Embora suas reclamações não sejam novas, elas ganharam destaque recentemente devido a um novo recurso do partido contra a eleição do presidente da Câmara Municipal, Dinho Dowsley (PSD). O pedetista argumenta que a sigla tem tomado decisões importantes sem consultar os representantes eleitos.
“Dinho foi legitimamente eleito, contando com o apoio da maioria absoluta dos vereadores, totalizando 24 votos. Ele é o novo presidente, e sua eleição foi ratificada tanto pelo Tribunal de Justiça da Paraíba quanto pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Esse novo recurso representa uma judicialização insensata, que apenas promove a instabilidade”, afirmou o vereador, sugerindo que o arquivamento da ação é o caminho mais adequado.
Marcos Vinícius expressou sua frustração ao presidente nacional do PDT, André Figueiredo, durante uma reunião em Brasília no último fim de semana. O vereador paraibano estava no Distrito Federal para acompanhar a posse de Hugo Motta (Republicanos) como presidente da Câmara dos Deputados. Não é a primeira vez que figuras proeminentes do PDT se manifestam contra a direção estadual do partido.
No ano passado, Marcos Vinícius fez parte de um grupo que enviou uma carta à direção nacional do PDT pedindo a mudança na liderança da sigla no estado, citando o tratamento inadequado dado aos candidatos nas eleições de 2024 como um dos principais motivos. Ele enfatiza que “o partido tem atuado em desacordo com a vontade dos filiados, prejudicando os valores democráticos, ao tentar reverter decisões em João Pessoa por meios não convencionais”.
O vereador de João Pessoa também reafirmou seu compromisso com os valores democráticos e a livre escolha, condenando as tentativas de manipulação política. “Estamos em 2025, e ainda há quem insista em celebrar práticas antidemocráticas”, ironizou.
Além de Marcos Vinícius, o PDT também elegeu o vereador João Almeida nas eleições deste ano. Almeida disputou a presidência da Câmara, mas obteve apenas cinco votos.