O desembargador Oswaldo Trigueiro, recém-empossado presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), destacou, em sua primeira fala após a posse, a importância de agir de maneira eficaz para evitar a prescrição dos processos ligados à Operação Calvário. Trigueiro se comprometeu a priorizar iniciativas que garantam o andamento célere das ações relacionadas a essa operação de grande complexidade.
Em seu pronunciamento, o presidente do TRE-PB afirmou que uma de suas ações será designar e capacitar assessores especializados, que irão oferecer suporte contínuo aos juízes das esferas de primeiro e segundo grau. O objetivo é assegurar que os processos da Operação Calvário, que envolvem corrupção e desvios de recursos públicos, não sejam prejudicados por atrasos judiciais ou pela prescrição.
Embora o desembargador tenha ressaltado que a prescrição não depende exclusivamente da administração do TRE, ele deixou claro que estará pessoalmente atento para evitar que esse risco se concretize. Além disso, Trigueiro afirmou que compartilha dos mesmos objetivos e visão com o futuro presidente do TRE, o que reforça o compromisso da Justiça Eleitoral paraibana no combate aos crimes de maior gravidade.
Operação Calvário na PB
A Operação Calvário foi uma investigação realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba, com o objetivo de desmantelar um esquema de corrupção envolvendo o desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e fraudes em contratos na área da saúde. A operação, deflagrada em 2019, revelou um esquema complexo de pagamento de propinas a políticos, agentes públicos e empresários, principalmente no âmbito do Governo do Estado da Paraíba.
Os investigados, incluindo ex-governadores e figuras de destaque no governo, eram acusados de desviar verbas públicas destinadas a hospitais e unidades de saúde do estado, por meio de contratos fraudulentos com organizações sociais que administravam esses serviços. A Operação Calvário também apontou a existência de um sistema de favorecimento financeiro, com o uso de “caixa dois” e pagamentos ilícitos.
A operação resultou em uma série de prisões e afastamentos de servidores públicos, além de buscas e apreensões de documentos e valores. O caso teve grande repercussão, destacando-se como um dos maiores esquemas de corrupção investigados no estado da Paraíba, com ramificações no setor público e privado. A Operação Calvário permanece um marco no combate à corrupção no estado.