Subiu para 36 o número de casos suspeitos de varíola dos macacos que estão sendo investigados na Paraíba, de acordo com a Secretaria de Saúde (SES). Um caso já foi anteriormente confirmado no estado.

O médico infectologista Fernando Chagas informou que as análises são feitas na Fiocruz, no Rio de Janeiro, e, por causa disso, a confirmação se prolonga.

Ainda segundo Fernando, a doença é classificada como uma doença viral rara, podendo ser transmitida por abraços, beijos, relações sexuais, secreções respiratórias e através do contato com objetos e superfícies com que uma pessoa doente teve contato. A região anogenital tende a ser uma das mais atingidas pelas feridas provocadas pela doença. 

Vacina

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse em evento recente realizado em João Pessoa que o Brasil deve adquirir 50 mil doses de vacina contra a doença para serem aplicadas em profissionais da saúde, mas não deu previsão de quando vai viabilizar a compra ou a aplicação.

“Num primeiro momento a vacina será destinada aos profissionais de saúde que lidam com material contaminado. À medida que surgirem evidências, e se for necessário ampliar, todo mundo vai ter que se preparar para ofertar vacinas em maior quantidade”, afirmou Marcelo Queiroga.

Sobre a doença

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada. Os sintomas iniciais costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

Dentro de um a três dias ou mais desses sintomas, o paciente começa a desenvolver erupções cutâneas.
Em caso de qualquer sintoma, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou, dependendo da cidade, um hospital regional para que seja feita a coleta de material para notificação e investigação.

Usar máscaras, manter o distanciamento e higienizar as mãos são formas de evitar o contágio pela doença, como informou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).