As mudanças do Pix, anunciadas pelo Banco Central em 1º de dezembro, entraram em vigor nesta segunda-feira (2). Agora o limite individual por transação deixa de existir, o horário noturno passará a ser personalizado e os valores das modalidades Pix Saque e Pix Troco vão aumentar.

Segundo o BC, as novas regras vão oferecer mais segurança e flexibilidade ao mecanismo de pagamento, que bateu recorde de 104,1 milhões de transações por dia com o pagamento da segunda parcela do décimo terceiro, em 20 de dezembro.

Com a alteração, os bancos não são mais obrigados a impor um limite de valor por transação, mas apenas a determiná-lo por período. “Vamos dizer aqui que um determinado cidadão tem uma renda de R$ 1500. O limite dele era fazer Pix de no máximo 1500 por dia, em alguns casos, ele tinha que fazer três Pix. Cada transição de R$ 500 BRL. E se quiser fazer Pix maiores, o próprio correntista e cidadão terá que fazer um acordo com o banco. O banco não vai liberar de imediato na hora online. Esse aumento no limite ele vai ser analisado em 24 ou 48 horas, mas agora não tem mais limites para Pix”, explica o economista Guidi Nunes.

O horário noturno também foi alterado, já que a partir desse ano, passa a ser opcional aos bancos oferecer a customização do horário noturno diferenciado, para o qual o cliente pode solicitar um limite menor para suas transações. 

Normalmente, o horário da noite é entre 20h e 6h, mas os bancos vão poder oferecer aos clientes a possibilidade de mudá-lo para entre 22h e 6h. E ainda haverá um aumento do valor limite para retirada de dinheiro pelo PIX Saque e pelo PIX Troco. O limite durante o dia passa de R$ 500 para R$ 3 mil. Durante a noite, muda de R$ 100 para R$ 1 mil.

O economista destaca que as mudanças na modalidade de pagamento instantâneo vão ser “muito boas” para a economia. “Esse o contexto em que está eu acho que vai melhorar muito para a economia do ponto de vista de transações, agilidade. As pessoas entenderam, se familiarizarão bem com Pix e espero que isso ajude muito tanto as empresas como os trabalhadores”, diz Guidi Nunes.