O Centro de Equoterapia da Polícia Militar (CEqPM), situado no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa, comemora, nesta terça-feira (9), o Dia Nacional da Equoterapia. O método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo na abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência.
O Centro funciona há 12 anos, e, atualmente, atende 40 pessoas parentes dos profissionais da segurança. O objetivo é que o projeto seja ampliado para atender a comunidade.
“Hoje atendemos 40 praticantes que têm um parentesco com profissionais da segurança pública. Temos uma equipe formada por sete profissionais da área da saúde e quatro equitadores que são do Regime de Polícia Montada e ficam a serviço da equoterapia. Atualmente, 65% do nosso público são autistas, mas também temos pessoas com deficiência na parte de locomoção, pessoas com Síndrome de Down, entre outros”, informou o major Gleidistone Cavalcanti, comandante do Regimento de Polícia Montada (RPMont) e coordenador do Centro.
O local é composto por uma equipe multidisciplinar com um terapeuta ocupacional, três psicólogos, dois fisioterapeutas, um fonoaudiólogo e quatro equitadores.
Quem pode fazer
O tratamento é indicado para pessoas com necessidades especiais como paralisia cerebral, hiperatividade, autismo, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, síndromes neurológicas, déficit de atenção e equilíbrio, dificuldades de aprendizagem ou linguagem, timidez, estresse e outras patologias.
Equoterapia
Há 25 anos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece o método terapêutico que utiliza o cavalo como promotor de benefícios físicos e psicológicos – técnica que leva o nome de equoterapia.
O processo visa estimular o desenvolvimento da mente e do corpo. Ela serve para complementar o tratamento de pessoas com deficiência.
É importante que o cavalo tenha as características certas para ser usado neste tipo de terapia. Para ser adequado, o animal precisa ser treinado, ter andadura perfeitamente alinhada, ter uma personalidade tranquila, não ser muito reativo a barulhos e gostar do convívio com humanos, especialmente com crianças.
Outra questão importante é fazer a equoterapia com uma equipe especializada. A mediação da interação entre o animal e o praticante tem de ser feita com conhecimento técnico, para evitar acidentes, para que seja um atendimento planejado e com resultados positivos.