O delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, afirmou em entrevista ao Programa ARAPUAN VERDADE, do Sistema Arapuan de Comunicação, que o Estado não se intimida com demonstrações de facções criminosas, como a soltura de fogos de artifício registrada em diversos bairros de João Pessoa durante a deflagração da Operação Asfixia. Segundo ele, quem tem motivos para comemorar não são os criminosos, mas a própria polícia.
“Foram milhões de reais bloqueados, 25 presos e essa é apenas a primeira fase. Outras virão para devolver o sossego ao cidadão de bem”, destacou Rabelo, frisando que o objetivo da operação é sufocar financeiramente o Comando Vermelho e prender seus principais líderes, entre eles o foragido Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka.
A Operação Asfixia foi deflagrada em parceria entre a Polícia Civil da Paraíba, o Gaeco e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, cumprindo mandados em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e comunidades do Rio. Além das prisões, foram bloqueados cerca de R$ 125 milhões em ativos, que segundo as investigações eram movimentados por meio de laranjas e empresas de fachada.
Para o delegado-geral, manifestações como a soltura de fogos não passam de “comemorações rasas” diante do que ele classifica como um avanço histórico das forças de segurança. “A Paraíba está mostrando que não vai recuar. Quem perde espaço é o crime, e quem ganha é a sociedade”, completou.
SB