Após dias de temperaturas mais amenas, o geógrafo da UFPB, Saulo Roberto de Oliveira Vital, professor e pesquisador do Departamento de Geociências, explicou que o fenômeno deve persistir até agosto. Em entrevista à TV Arapuan, ele destacou que “a zona de alta pressão no Atlântico Sul, aumenta os ventos e baixa a sensação térmica.”

Segundo o professor Saulo Vital, o vento está ajudando a diminuir a sensação térmica, que é normal dessa época, pois é um período que venta muito, inclusive João Pessoa é conhecida pelos típicos ventos de agosto.

Contexto histórico: os “friozinhos” na capital

Embora raros, episódios de queda de temperatura em João Pessoa já ocorreram, com destaque para:
• O recorde histórico absoluto de 16,2 °C em 1º de julho de 1936
• Mínimas recentes como 18,6 °C em 5 de agosto de 2021
• Marcas de 19,0 °C registradas em 2019 

Estes episódios, assim como o atual, estão associados à combinação de frentes frias e baixíssima umidade relativa do ar à noite.

Por que o frio chega agora?
1. Massas de ar polar — vindas do Centro-Sul do país, avançam sobre o litoral nordestino.
2. Noites limpas e baixas nuvens — favorecem a maior perda de calor por radiação.
3. Ação dos ventos alísios — intensificam a sensação de frescor, potencializando as baixas temperaturas.

Com a previsão do geógrafo Saulo Vital de frio persistente até agosto, a tendência é que as mínimas fiquem entre 20°C e 23 °C nas madrugadas, com máximas ainda na casa dos 26°C a 29 °C durante o dia, valores mais baixos que o habitual para o inverno paraibano.

SB