Uma nova onda de desinformação tomou conta das redes sociais, afirmando que o ChatGPT — ferramenta de inteligência artificial da OpenAI — teria deixado de oferecer conselhos jurídicos e médicos após uma suposta atualização. A história é falsa.

O próprio Karan Singhal, chefe de IA em saúde da OpenAI, desmentiu a informação em publicação oficial na rede X (antigo Twitter). “O comportamento do modelo permanece inalterado. O ChatGPT nunca substituiu o aconselhamento profissional, mas continuará sendo um excelente recurso para ajudar as pessoas a compreenderem informações jurídicas e de saúde”, afirmou o executivo.

Ou seja, o ChatGPT segue operando normalmente, com a mesma capacidade de explicar leis, esclarecer dúvidas médicas e traduzir termos técnicos de forma acessível e educativa. O que muda é o poder nas mãos do usuário — que agora estuda, entende e questiona com base em informações mais claras e estruturadas.

Na prática, a ferramenta tem ajudado milhões de pessoas a ampliar vocabulário, dominar conceitos jurídicos complexos e entender melhor diagnósticos e tratamentos antes de buscar um profissional. Estudantes de Direito utilizam o ChatGPT para revisar artigos do Código Penal, advogados aprimoram petições com linguagem mais técnica, e pacientes aprendem sobre doenças e exames sem recorrer a fake news de grupos de WhatsApp.

Enquanto alguns tentam descredibilizar a tecnologia, a verdade é que a inteligência artificial está democratizando o conhecimento — tornando o acesso à informação mais rápido, acessível e seguro.

O ChatGPT não substitui um médico nem um advogado, mas tem ajudado a formar pessoas mais informadas, críticas e preparadas para dialogar com o mundo real.