O Ministério Público da Paraíba (MPPB) será palco de um momento simbólico e de grande relevância para a defesa dos direitos das mulheres. Em celebração aos 20 anos da Lei Maria da Penha, a instituição receberá nesta quarta-feira (17) a ativista e farmacêutica Maria da Penha, cuja trajetória de luta inspirou a criação de uma das legislações mais importantes do país no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

A palestra, marcada para esta quarta-feira, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, representa mais do que uma homenagem à mulher que transformou sua própria história em instrumento de mudança social. O encontro reforça o compromisso permanente do Ministério Público com a promoção da justiça, da igualdade e da proteção das vítimas de violência de gênero.

Ao abrir suas portas para receber uma das maiores referências da luta pelos direitos das mulheres no Brasil, o MPPB fortalece seu papel como instituição que atua não apenas na responsabilização dos agressores, mas também na conscientização da sociedade sobre a importância da prevenção e do combate à violência.

Duas décadas após a sanção da Lei Maria da Penha, o Brasil coleciona avanços importantes na proteção feminina, mas ainda enfrenta desafios que exigem vigilância constante das instituições e da sociedade. Nesse contexto, a presença de Maria da Penha na Paraíba surge como um convite à reflexão sobre os caminhos já percorridos e os que ainda precisam ser construídos para garantir segurança, dignidade e respeito às mulheres.

A iniciativa reúne integrantes da rede de proteção à mulher e destaca o protagonismo do Ministério Público da Paraíba na articulação de ações voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. O evento também simboliza o reconhecimento de uma luta que ultrapassou fronteiras e se tornou referência internacional na defesa dos direitos humanos.

Ao celebrar os 20 anos da lei, o MPPB reafirma sua missão institucional de atuar na defesa da cidadania e dos direitos fundamentais, mantendo viva a mensagem de que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha e que o silêncio jamais pode ser a resposta diante da violação de direitos.