Após críticos apontarem que a nova reforma trabalhista acabaria com o programa Jovem Aprendiz, a Câmara dos Deputados aprovou um novo texto da proposta.
As mudanças visam evitar o fim das vagas para jovens aprendizes. A nova reforma agora segue para o Senado e, se aprovada, irá à sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
A nova reforma derivou da medida provisória 1.045, que recriou neste ano o BEm, benefício para empregados que tiveram jornada e salários reduzidos durante a pandemia.
Na Câmara, o relator da MP, deputado Christino Áureo (PP-RJ), com o apoio do governo, aproveitou o relatório para incluir uma série de mudanças em regras trabalhistas, o que acabou transformando a medida em uma nova reforma.
“Hoje, no Brasil, nós temos três maneiras da pessoa trabalhar: ou ele é estagiário, ou aprendiz, ou CLT. Essa medida provisória cria uma quarta possibilidade, que é um CLT precarizado”, afirma Humberto Casagrande, CEO do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).