A Paraíba voltou a registrar um caso suspeito de intoxicação por metanol, desta vez no município de Patos, no Sertão do Estado. O paciente foi atendido na UPA local apresentando sintomas típicos da contaminação após ingerir bebida alcoólica. Ele foi estabilizado e segue em observação.
Com esse novo registro, o Estado soma duas ocorrências sob investigação — a primeira, em Baraúna, terminou com a morte de um homem de 32 anos, após três paradas cardiorrespiratórias.
As amostras das bebidas consumidas pelas vítimas foram encaminhadas ao Instituto de Polícia Científica (IPC), que deve divulgar os laudos ainda nesta semana. A Polícia Civil instaurou inquérito e um Grupo de Trabalho formado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), Agevisa, Procon, MAPA e CIATOX-JP está em ação conjunta para intensificar a fiscalização de bares, depósitos e distribuidoras em todo o território paraibano.
A principal orientação das autoridades é não consumir bebidas sem rótulo, lacre original ou procedência confiável. A Agevisa também alerta que os sintomas de intoxicação por metanol — como dor de cabeça intensa, visão turva, náuseas, tontura e confusão mental — exigem atendimento médico imediato.
Senado discute sistema nacional de rastreamento de bebidas
Diante do aumento de casos no país, o Senado Federal vai discutir nesta semana a criação de um sistema de rastreabilidade nacional para bebidas alcoólicas, proposta que permitiria identificar a origem de cada produto e coibir falsificações.
O projeto prevê o uso de selos com QR Code e monitoramento eletrônico desde a produção até a venda, em uma tentativa de garantir segurança ao consumidor e combater o comércio irregular.
A medida surge após o Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmar a circulação de bebidas adulteradas com metanol em diferentes estados. O debate ganha força no Congresso por envolver saúde pública, segurança alimentar e tributação, já que parte dessas bebidas falsificadas também foge do controle fiscal.