A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) emitiu um alerta nesta semana sobre o crescimento expressivo dos casos de febre Oropouche no estado. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico, até a 10ª Semana Epidemiológica deste ano, já foram contabilizados mais de 600 casos prováveis da doença, o que representa 18,7% do total de arboviroses registradas em 2025.

O número representa um aumento significativo em relação ao ano passado, quando apenas oito casos da doença foram confirmados em todo o estado. A SES está em alerta e reforça à população a importância da prevenção e do diagnóstico correto, especialmente porque os sintomas da febre Oropouche são muito semelhantes aos da dengue.

“Os sintomas incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas, vômitos e fraqueza, o que pode levar à confusão com outras arboviroses, como a dengue”, explica a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares. Segundo ela, o diagnóstico correto é essencial para o acompanhamento adequado dos casos e para evitar complicações.

A febre Oropouche é causada por um vírus do gênero Orthobunyavirus e transmitida pelo mosquito maruim (Culicoides paraensis), também conhecido como mosquito-pólvora. Diferente do Aedes aegypti, transmissor da dengue, o maruim costuma agir em áreas com muita matéria orgânica e é mais ativo ao final da tarde.

A SES recomenda medidas de prevenção como o uso de repelentes, roupas compridas, instalação de telas em janelas e portas, e eliminação de focos do inseto, como frutas e folhas em decomposição. Também está sendo reforçada a capacitação dos profissionais de saúde para identificar os sintomas e orientar os pacientes de forma adequada.

A orientação é que, ao apresentar sintomas gripais ou febris, a população procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima. “Evitar a automedicação é fundamental. Só um profissional poderá indicar o tratamento correto e identificar o tipo de arbovirose”, reforça Talita Tavares.

Apesar da redução nos casos de dengue no estado em comparação ao mesmo período de 2024, a SES destaca que o crescimento da febre Oropouche exige atenção redobrada e ações conjuntas da população e dos gestores públicos para conter o avanço da doença.