O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (10). Depois dos votos duros de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que pediram a condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, o ministro Luiz Fux surpreendeu e abriu divergência: votou pela anulação do processo.
Segundo Fux, o STF não seria o órgão competente para julgar Bolsonaro, já que ele não tinha mais foro privilegiado na época dos fatos. O ministro também criticou o que chamou de “tsunami de dados”, afirmando que as defesas foram prejudicadas com excesso de provas apresentadas em pouco tempo, o que configuraria cerceamento de defesa.
Com isso, o placar ficou em 2 a 1: Moraes e Dino pela condenação, Fux pela anulação. Agora, tudo está nas mãos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que podem confirmar a condenação ou seguir a linha de Fux, criando um empate histórico e levando a briga para o plenário do STF.
A expectativa é de que a decisão final saia até sexta-feira (12). Se for condenado, Bolsonaro pode pegar décadas de prisão. Mas, com o voto de Fux, o cenário mudou: a defesa ganhou fôlego, e o julgamento virou uma disputa política e jurídica que promete incendiar o Brasil.
SB