A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) decidiu apertar o cerco contra os parlamentares faltosos. Durante a sessão itinerante realizada nesta terça-feira (7), na cidade de Piancó, apenas 18 dos 36 deputados registraram presença — ou seja, metade da Casa. A baixa participação reacendeu o debate sobre o compromisso dos representantes com o plenário e levou o presidente da ALPB, Adriano Galdino (Republicanos), a confirmar que quem faltar sem justificativa terá o salário descontado.

A medida tem como objetivo reforçar a responsabilidade dos parlamentares com o cargo, mas também gerou polêmica entre os próprios deputados. Alguns consideram que o corte é necessário para dar exemplo à população e combater o desinteresse de parte da Casa. Outros, porém, afirmam que a regra pode ser usada de forma injusta, já que nem sempre as ausências são devidamente analisadas, especialmente nas sessões híbridas — presenciais e virtuais — que dificultam o controle de frequência.

De acordo com informações oficiais da própria Assembleia, cada deputado estadual da Paraíba recebe atualmente um subsídio bruto de R$ 20.042,00 por mês, valor que pode ultrapassar essa faixa com gratificações e verbas de gabinete. A quantia corresponde a 75% do que é pago a um deputado federal, conforme previsto na Constituição. O tema do corte salarial, portanto, mexe diretamente com o bolso e com a imagem de quem foi eleito para representar a população.

A decisão de Adriano Galdino divide opiniões e abre espaço para uma cobrança maior de transparência. A sociedade questiona: quem faltou, por que faltou e quem está realmente cumprindo seu papel? Enquanto a ALPB promete rigor, o eleitor espera que a punição não seja apenas uma medida simbólica, mas o início de uma nova postura de respeito com o cargo e com o dinheiro público.

SB